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sábado, 5 de maio de 2012

Trabalhadores de todo mundo, uni-vos!


Há 194 anos nascia Karl Marx. Filósofo, sociólogo, economista, historiador, esse grande pensador viria a influenciar gerações com suas ideias, tendo reflexos delas em nossa sociedade até hoje. Suas obras estão entre os mais valiosos tesouros da humanidade, constituem leitura obrigatória e necessária para todos os interessados em diversas áreas das ciências humanas como  Filosofia, Geografia, História, Direito, Sociologia, Literatura, Pedagogia, Ciência Política, Antropologia, Biologia, Psicologia, Economia, Teologia, Comunicação, Administração, entre outras.




“Seu nome atravessará os séculos…
Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação — essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no Rheinische Zeitung (1842), no parisiense Vorwärts (1844), no Brüsseler Deutsche Zeitung (1847), no Neue Rheinische Zeitung (1848-9), no New York Tribune (1852-61) — junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto — em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniá-lo. Ele se desvencilhava de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. E ele faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros trabalhadores revolucionários — das minas da Sibéria, em toda parte da Europa e América, até a Califórnia — e eu me atrevo a dizer: ainda que ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo pessoal.”

 (Trecho do discurso proferido por Friedrich Engels no funeral de Marx, no cemitério de Highgate, em Londres, 18 de março de 1883)


Working Class Hero

    Uma música que descreve a influência que a sociedade exerce em cada um. Seus deveres, suas obrigações. A pressão exercida, seja ela pelos programas de tv, pela família ou pela religião. Um modelo de vida imposto desde que nascemos e devemos seguir. E que poucos conseguem fugir.
    Num momento em que a desigualdade é obscurecida pela mídia, esportes e pelo consumismo. A música mostra como o povo está conformado numa falsa liberdade.
    Working Class Hero foi composta por John Lennon e lançada em 1970, no seu primeiro álbum solo depois dos Beatles.




Working Class Hero - John Lennon
As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me



Herói da Classe Trabalhadora

Logo que você nasce, fazem você se sentir pequeno
Não lhe dando coisa alguma, nem sequer tempo
Até que a dor é tão grande que você não sente mais nada
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Magoam você em casa e te batem na escola
Eles te odeiam se você é esperto, desprezam se é um idiota.
Até que você esteja tão louco que não consiga seguir as regras deles
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Após te torturarem e assustarem por vinte estranhos anos,
Então esperam que você escolha uma carreira,
Quando você não consegue mais funcionar, está tão cheio de medo.
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Mantendo você dopado com religião, sexo e TV
Você pensa que você é tão esperto, sem classe e livre
Mas você continua sendo apenas um plebeu fodido até onde consigo ver.
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Há um lugar ao sol, eles continuam a te dizer
Mas primeiro você precisa aprender como sorrir enquanto mata.
Se você quer ser como o povo do topo do monte
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga
Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga.




sexta-feira, 4 de maio de 2012

Realidade Surreal, Tetsuya Ishida

           O artista plástico Tetsuya Ishida nascido em 1973 não teve uma vida muito longa. Em 2005 morreu atropelado por um trem, um possível suicídio. Porém ele deixou um acervo de mais de 180 pinturas. Suas obras são marcadas pelo cotidiano japonês retratado de uma forma caótica. Seus personagens sempre estão associados a máquinas e tecnologias, com uma crítica a estrutura social, em que o ser humano se encontra aprisionado num estilo de vida pragmático e preso ao trabalho compulsivo. Vale a pena conferir sua obra, que diz muito a respeito não só da sociedade Japonesa, mas do modelo de vida que toda humanidade aceita atualmente.Confira algumas de suas obras: