Há 194 anos
nascia Karl Marx. Filósofo, sociólogo, economista, historiador, esse grande
pensador viria a influenciar gerações com suas ideias, tendo reflexos delas em
nossa sociedade até hoje. Suas obras estão entre os mais
valiosos tesouros da humanidade, constituem leitura obrigatória e necessária
para todos os interessados em diversas áreas das ciências humanas como Filosofia,
Geografia,
História,
Direito,
Sociologia,
Literatura,
Pedagogia,
Ciência Política, Antropologia,
Biologia,
Psicologia,
Economia,
Teologia,
Comunicação,
Administração, entre outras.
“Seu nome atravessará os séculos…
Pois Marx era antes de tudo revolucionário.
Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e
de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno
proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e
de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação — essa
era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele
combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos
tiveram. Seu trabalho no Rheinische Zeitung (1842), no parisiense
Vorwärts (1844), no Brüsseler Deutsche Zeitung (1847), no Neue
Rheinische Zeitung (1848-9), no New York Tribune (1852-61) — junto com
um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris,
Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação
Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto — em verdade, isso
tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda
que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais
caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos,
exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em
caluniá-lo. Ele se desvencilhava de tudo isso como se fosse uma teia de
aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. E ele
faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros
trabalhadores revolucionários — das minas da Sibéria, em toda parte da
Europa e América, até a Califórnia — e eu me atrevo a dizer: ainda que
ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo
pessoal.”
(Trecho do discurso proferido por Friedrich Engels no funeral de Marx, no cemitério de Highgate, em Londres, 18 de março de 1883)


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